A Caverna de Platão, Zaratustra, e a troca de informação entre idiotas

Ontem conversando com Arturo (minha barata morta de estimação), ele contou que certa vez explorando o mundo passou por um formigueiro e resolveu ver o que acontecia de interessante ali.

Após observar seus comportamentos por alguns minutos, Arturo se aproximou e perguntou
— “o que vocês estão fazendo?”, após uma longa explicação do processo socioeconômico, uma formiga perguntou:
— “e você, não trabalha também?”, após uma longa explicação do processo socioeconômico, as formigas se revoltaram e começaram a atacar Arturo.
Para elas, no mundo delas, a sua civilização e sociedade eram perfeitas, e estocar alimento e adorar a rainha era a coisa mais importante´de sua existência.

Arturo ficou assustado com tanta violência, começou a correr e fujir. Após alguns metros parou e viu que uma formiga estava presa na sua asa, mordendo-a. Arturo preocupado disse:
— “Me larga! sou maior que você, você não venceria numa luta corpo-a-corpo.”
A formigunha largou Arturo e disse:
— “Você não é mais bem vindo em nosso formigueiro, suas idéias são absurdas, se aparecer aqui será linchado e apedrejado até a morte.”
Antes de ir embora, a formiga pediu que Arturo a levasse de volta ao formigueiro pois estava perdida e não sabia como retornar.
Arturo a ajudou e então perguntou:
— “Só estamos a 5 metros de seu formigueiro, como você não sabe chegar lá?”, ela respondeu:
— “Nunca saí de lá, tudo o que eu preciso está lá, todas minhas amigas estão lá, elas trazem comida pra mim, me protegem. Tenho internet banda larga, sou uma pesquisadora de google, não tenho motivos pra me arriscar.”
Arturo pensou em voz alta com seu microcérebro (que assim mesmo era maior que o da formiga):
— “Uma vida assim parece interessante, eu não estaria com tantas cicatrizes pelo corpo se vivesse assim.”
Ao chegaram na fronteira do formigueiro, foi recebido a pedradas e vaias. A formiga que o acompanhava se juntou às outras e gritou:
— “Lembre-se, nunca mais volte aqui!”
Arturo então foi embora.

Após alguns segundos, Arturo chegou num penhasco e pensou em voar, tentou balançar suas asas, mas elas ainda eram fracas por ainda ser tão jovem.
Escorregou e caiu num lugar escuro e úmido. “Foi aí que conheci você! Lembra-se?”

Moral da história: Pessoas esquizofrênicas que usam drogas tem alucinações que conversam com baratas mortas.

One Response to A Caverna de Platão, Zaratustra, e a troca de informação entre idiotas

  1. Anonymous says:

    fanfic mongolao

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