Os cigarros são nossos amigos

A mão do Senhor lançou sete pragas sobre o Egito, abriu o mar vermelho, conduziu Ezequiel contra os amaldiçoados e colecionou uma série de feitos memoráveis. “Eu Sou o que Fui; Sou o que Sou; Eu Sou o que Serei” disse o Mestre ao contemplar a sua própria infinidade. Mas há algo que, muito além das possibilidades do Salvador, apenas Philip Morris conseguiu: vender vinte unidades de conforto para a alma, em todas as esquinas de São Paulo, por R$ 3,10.

Levou um pé na bunda e está angustiado? Fume um cigarro e acenda outro logo em seguida, você irá se sentir bem melhor. Aquela sensação de vazio no peito logo será amenizada, pois seu peito estará preenchido, mesmo que seja por fumaça. “Mas e quando acabar o cigarro?” Poderão perguntar os mais pessimistas. A resposta é simples: basta acender outro.

Está bêbado na rua, no meio da madrugada, e não tem como voltar pra casa? Acenda um cigarro a cada vinte minutos e nem frio sentirá! Além disso, você não vai ficar panguando no centro com aquela cara de otário, correndo o risco de ser assaltado ou currado. Você é um cara foda! Você fuma!

Está com fome? Fazendo regime ou sem grana pra comer? Acenda um cigarro e relaxe! Você só vai sentir fome outra vez quando estiver na hora de acender outro cigarro. E, além do mais, seu vestido para o baile do XI agradece. É assim que, juntamente com o Prefeito Kassab, estamos lançando o projeto “não dê comida, dê cigarro” , pois é possível matar a fome dos mendigos sem que depois eles saiam cagando e emporcalhando toda a rua.

Sabe aquele dia em você tem uma prova fudida do Valadão. Chegou cedo na biblioteca,mas encheu o saco de ficar com a bunda pregada na cadeira, lendo as notas de rodapé do único livro decente escrito pelo comprarato? Já dormiu sobre os livros antes? É só dar uma saidinha para fumar a cada 45 minutos e reanimar o animus estudandi! Ah tá, lembrou daquela dica do professor do cursinho que mandava comer um chocolate nessas ocasiões. Cai na real minha filha! Você tem cinco anos de escritório e cerveja para administrar, se resolver comer chocalates por qualquer coisinha vai acabar com o mesmo formato de uma televisão de 42 polegadas, e nenhum cowboy do marlboro vai ter vontade de aparecer dentro de você.

Está puto (a) da vida com aquele cara (mina) que está fazendo o maior sucesso no barzinho, falando alto, gesticulando e sendo o centro das atenções? Chegue discretamente do lado da pessoa, acenda o cigarro e fume segurando a guimba sempre a uns 10 cm do braço do fulano (fulana); a natureza se encarrega de fazer com que ele (a) se queime e, com sorte, você pode até destruir aquela camisa (blusinha) que custou uns 300 paus.

Além disso, há todo o charme do cigarro, que pode ser perfeitamente constatado nos caras mais fodas da história do cinema. Para encurtar caminho, fiquemos em Rick (Humphrey Bogart) de Casablanca (que fumava feito um forno de carvão vegetal do interior do mato grosso movido pelo trabalho de crianças pobres), e comia nada menos do que Ingrid Bergman – o registro histórico de que a beleza feminina antecede o lápis de olho e a escova progressiva.

Soluções metafísicas, pragmáticas e estéticas, o cigarro tem muito a oferecer; seus ensinamentos veiculados na TV ainda estão vivos entre nós:

“cada um na sua, mas com alguma coisa em comum” – não importa o quanto somos diferentes em nossos gostos e hábitos, pode haver um fator de unificação que nos coloque em igualdade. Ou seja, o FREE já oferecia nos anos 90 o que os comunistas prometem ainda hoje.

“um raro prazer” – nunca estamos satisfeitos e sempre, através de buscas insanas, procuramos bebidas melhores, drogas melhores, mulheres melhores, isto é, alimentamos a procura por um prazer além do conhecido. Com esse raro prazer, carlton já nos oferece o que queremos, no balcão da padaria, e podemos abandonar nossos antigos sonhos de pedofilia, sadismo, heroína, assassinatos em massa… e até mesmo aquele típico de comer uma prostituta tailandesa em um barco, sendo que ela deve, necessariamente, estar com a cabeça afundada na água durante alguns minutos para que possamos gozar durante as contrações vaginais involuntárias decorrentes da asfixia por afogamento.

“Come to Marlboro Country” – a vida nas cidades degenerou o ser humano, trabalho excessivo, poluição, rotina, doenças cardíacas… Agora pensem: atravessar rios selvagens, laçar cavalos indomados, descabaçar indiazinhas adolescentes… sim, todos queremos viver nesse lugar, todos queremos nossa saúde de volta!

Agora só depende de você! Se você é um fumante convicto, parabéns; se não é, ainda há tempo! Os cigarros são nossos amigos e, como provaremos na próxima edição, as gorduras saturadas também.

Autor: “Presuntinho” (autorizado por Braga)

3 Responses to Os cigarros são nossos amigos

  1. Patricia (Paty) says:

    Eu fumo 2 maços por dia e adorei saber que tem gente aqui na internet que também apoia este habito delicioso .

  2. Anonymous says:

    BURRA!

  3. Tário says:

    A mongolona nem leu o post…

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