Meu Querido Diário

Hoje fui até a “linda” cidade de Jacareí atender a um chamado de um cliente. O gerente de RH estava reclamando de alguns probleminhas que um sistema meu estava apresentando.

Dava pra resolver o problema mandando um simples e-mail com algumas instruções idiotas para o pessoal do TI, mas como eu estava a fim de passear e também de ganhar uns trocados resolvi ir até lá pessoalmente.

Meu plano era sair de casa as 6 da manha, chegar lá as 8 horas, tomar um café de grátis com o cliente, começar o trabalho as 9, terminar as 9:30 e enrolar até a hora do almoço, comer de graça e voltar pra casa. É, eu teria um dia gostoso. Sim, eu teria, mas como alegria de pobre dura pouco…

Acordei na hora, tomei um banho rápido, coloquei uma roupa qualquer e corri pra pegar o carro.

Maldito carro flex! Pra economizar eu sempre encho o tanque só com álcool e vivo esquecendo de colocar gasolina na merda do reservatório para partida. Conclusão: O filho da puta do carro não ligava nem fazendo promessa.

Nisso já eram 6:15, subi pro quarto pedi pra minha esposa se podia pegar o carro dela. O que ela respondeu?

– Claro meu amor, antes de sair pra levar o menino pra escola e ir trabalhar eu pego um ônibus com o menino num braço e uma garrafa no outro. Vou até um posto de gasolina, encho a garrafa de gasolina, pego outro ônibus, chego em casa, coloco a gasolina, ligo o carro e ai sim começo meu dia normalmente…

-Tá bom, vou pegar seu carro pra buscar a gasolina e já volto…

Fui ao posto, comprei a gasolina, coloquei no carro e as 7:10 sai de casa rumo a Jacareí.

Peguei um puta de um transito na cidade, cheguei na estrada já eram quase 9 horas, que beleza! Meu café da manha já havia ido pro saco, junto com a boa impressão que eu queria causar com o cliente chegando bem cedo.

Se isso não bastasse, quando eu estava na rodovia dos trabalhadores, bem no meio do nada, me dá aquela deliciosa vontade de cagar. Digo deliciosa se eu estivesse em casa coçando o saco, ai era só pegar uma revista e passar quinze minutos agradáveis, cagando, lendo e relaxando. Mas ali no carro, sem uma merda de posto de gasolina por perto a coisa não era nada agradável.

Pensei em dar um peidinho pra aliviar a pressão, mas percebi que se fizesse isso borraria

as cuecas, maldita pizza de calabresa da noite passada.

Procurei pensar em outras coisas, qualquer coisa, mas não dava, eu já estava suando frio…

Comecei a dirigir rápido pra ver se chegava em algum lugar em que pudesse usar um banheiro imundo qualquer, mas não tinha nada ali por perto.

Não agüentei mais, parei o carro no acostamento perto de um terreno em declive, seria ali mesmo! A geografia do lugar não permitiria ao pessoal da estrada me visse cagando lá em baixo.

Desci correndo pelo terreno, tinha um mato meio alto que com certeza sujaria minhas calcas, mas antes sujo de mato e terra do que de merda…

Já na parte

mais baixa do terreno arreei as calcas e mandei ver como pude. Terminei muito, mas muito rápido mesmo, e ai me toquei que não tinha nada para limpar a bunda, e garanto que tinha muito, mas muito mesmo para limpar.

Merda! Bosta! Porcaria! Eu devia ter passado o e-mail com as instruções pro pessoal do TI…

Por pura falta de opção tirei minha cueca e estava me limpando com ela quando noto lá em cima do morro um filho da puta com o uniforme da concessionária que mantém aquela estrada…

O que são dois dedinhos pra quem já levou um palmo?

O cara grita lá de cima, com cara de riso:

– Tá tudo bem ai? Ví seu carro parado e achei que você precisava de socorro mecânico.

– Não, tá tudo bem, já estou indo…

– Tá ok! Tchau cagão!

E lá se foi o lazarento pra dentro de sua caminhonete dando risada.

Terminei de me limpar e vesti as calcas correndo antes que mais alguém me visse ali naquela posição “bonita”.

Subi o morro devagar, puto da vida com a situação e xingando até a ultima geração do filho da puta da caminhonete, e eu ainda teria que passar o resto da manhã trabalhando no cliente sem cuecas.

Rodei mais alguns quilômetros na rodovia e a maldita dor de barriga começa outra vez.

Fudeu…

Juro que não deu tempo de nada, tive uma espécie de contração intestinal e me caguei todo ali no banco do carro mesmo. Não havia mais nada que eu pudesse fazer.

Como eu estava bem próximo do cliente resolvi dirigir ate lá, cheguei estacionei o carro e fiquei ali curtindo o fedor sem saber o que fazer…

Escrevi as instruções do que deveria ser feito num papel, sim eu tinha papel no carro, se tivesse lembrado disso antes de descer o morro eu não teria me limpado com a cueca. Abri bem os vidros, liguei o ventilador no maximo e fui com o carro até bem próximo da guarita do estacionamento.

Chamei o segurança, que pra minha sorte era muito gente fina, dei para ele o papel devidamente endereçado para o TI e implorei que ele desse um jeito de alguém levar o papel pra lá, pois eu havia recebido uma ligação e tinha uma emergência em casa para resolver…

Conclusão: não ganhei o dia de trabalho, não impressionei o cliente, não tomei café da manha de graça, não almocei de graça, perdi uma cueca, gastei com pedágio, gastei com combustível e ainda terminei o dia lavando o banco do carro…

EU AMO SER EU!!!

3 Responses to Meu Querido Diário

  1. o vizinho says:

    pelo menos não cagou o carro da sua mulher, garanto que o fim da história seria bem pior

  2. Sorete says:

    E eu pensava que ninguém mais colocava laxante em pizzas.Da próxima vez você vai fazer um sistema a prova de falhas… :)

  3. LOL says:

    iaEHAIuoehaiuEHOIAehiAUEHOIUaehioAUEHPuta queo pariu to CAGANDO de tanto rir!

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