Ah! Betinha!

Essa aconteceu faz tempo, eu era solteiro.

Estava saindo com a Betinha há alguns dias, mas não tinha conseguido nada alem de alguns beijinhos tímidos, sem mão boba nem nada do gênero.

Na verdade eu já tava ficando puto com isso, era sempre a mesma merda:

– Nós saiamos;
– Jantávamos em algum lugar legal;
– Eu tentava esticar pra um “lugar mais calmo”;
– Ela negava, e pedia para leva-la para casa;

Eu parava o carro na frente da casa dela, deva uns beijinhos e tentava passar a mão, ela parecia uma karateca, eu tentava colocar a mão no peitinho ela tirava com a direita, na bucetinha ele tirava com a esquerda, até eu cansar e ir embora.

Mas naquela noite a coisa estava diferente. Estávamos voltando de uma festa e a Betinha estava toda cheia de graça, acho que estava meio alta. Falava merda e ria da própria merda que tinha falado.

Eu tinha trabalhado que nem um cavalo o dia inteiro, já havia dado uns amasos nela durante a festa e como já tava com o saco cheio de receber negativas, tava levando a vagabundinha direto pra casa.

Faltando uns poucos quarteirões para chegar, começou a me dar uma puta dor de barriga. Em poucos minutos eu já tava suando frio e fazendo força pra fechar bem a bunda pra merda não sair sozinha.

Tendo em vista a situação, achei que se eu desse um peidinho aliviaria a pressão intestinal e eu agüentaria até chegar em casa.

Não tive duvidas, reclamei do calor e abri um pouco mais os vidros, aumentei o som, me ajeitei no banco do carro e discretamente ME CAGUEI TODO, a merda veio molhada, quente e pesada.

Fiz muito esforço e disfarcei para que minha amiguinha não percebesse que eu tava com a cueca cheia e rezei para o cheiro de bosta não empestear o carro todo.

Rapidamente cheguei em frente a casa dela, dei lhe um beijinho(sem mexer a bunda no banco) e tentei me despedir.

Não é que a filha da puta vira pra mim com a maior cara de santa e pergunta:

– Você não quer subir para “conversar” um pouco?

Merda! Pobre não tem sorte mesmo, passei semanas tentando conseguir alguma coisa com a vadia e a lazarenta resolve querer dar bem no dia em que eu to todo cagado!

Tive que me comportar igual um viado, disse que tava cansado e que tinha que levantar cedo para trabalhar.

Ela fez uma cara que passou rapidamente do espanto para o desprezo e desceu do carro.

Fui pra casa, guardei o carro na garagem, joguei minha cueca fora, tomei banho, lavei a calça(que também já tava melada) debaixo do chuveiro e terminei a noite passando removedor no banco do carro.

I.R.Daneel garante que não tem as prega frouxa.

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